A invenção da infância
Ser criança não significa ter infância. Uma reflexão sobre o que é ser criança no mundo contemporâneo.
Documentário com direção de Liliana Sulzbach










09 fevereiro 2009

Contemplação: abertura à Luz do Senhor

Se nos colocarmos, mesmo que apenas por alguns instantes, a contemplar os mistérios que Deus realizou na vida de Maria, com toda certeza nosso coração há de ficar atônito e repleto de uma gozosa esperança. É n’Ela que “começam a manifestar-se as ‘maravilhas de Deus’, que o Espírito vai realizar em Cristo e na Igreja” (CIC, 721). De fato, é impossível não ficar com a alma repleta de uma profunda consolação e sentido de agradecimento por Deus Nosso Senhor ter gerado e sonhado com Maria desde toda a eternidade, preparando-a para ser Morada de Seu Filho e, como ‘nova Eva’, mãe de uma nova humanidade redimida em Cristo: “Eis aí tua mãe” (Jo 19, 27b).

Para muitos de nós, já deve ter surgido o questionamento: o que é, afinal, contemplar? Gostaria de propor o episódio da Anunciação como guia de alguns pontos para nossa reflexão.

São Lucas nos conta que, mediante a saudação do Anjo - ‘Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo!’ -, Maria “perturbou-se com estas palavras e pôs-se a pensar no que significaria semelhante saudação” (Lc 1, 29). Tentemos imaginar o impacto de tal acontecimento na vida de uma simples e jovem filha de Israel: ouvir que vai ser a mãe do “Filho do Altíssimo”, daquele cujo “reino não terá fim” (cf. Lc 1, 32-33). Mesmo concebida imaculada e capaz de acolher o desígnio de ser mãe d’Aquele em que “habita corporalmente a plenitude da Divindade” (Cl 2, 9), Maria sofria as conseqüências da estrutura humana decaída, ficando inclusive ‘perturbada’ com as palavras do Anjo. Vale lembrar que Deus jamais obrigou Maria a nada - tudo o que fez brotou de uma decisão pessoal e fundamental de Amor.


Contemplação é olhar de fé fito em Jesus!

A Virgem não deixa a perturbação ganhar terreno e, aberta à contemplação, responde convicta: “Faça-se em mim segundo a tua palavra” (Lc 1, 38b). Ela opta por viver radicalmente aquilo que diz o autor sagrado no Livro da Sabedoria: “não são os frutos da terra que alimentam o homem, mas é vossa palavra que conserva em vida aqueles que crêem em vós” (Sab 16, 26). Buscando ser toda de Deus, Maria se transmuta em Senhora nossa, apontando que a contemplação implica necessariamente em abandonar-se diante dos insondáveis desígnios de Deus por meio de um ato deliberadamente livre da vontade humana.

É por meio d’Ela que o “Espírito Santo começa a pôr em Comunhão com Cristo os homens, ‘objetos do amor benevolente de Deus’ (Lc 2, 14)” (CIC, 725), tornando-se prova viva de que o Todo-Poderoso nunca deixa de responder ao que se reconhece ‘Todo-Necessitado’ e sabe que, em última análise, nada mais é do que uma criatura necessitada de redenção.

A Igreja nos ensina que “a contemplação é olhar de fé fito em Jesus. [...] A luz do olhar de Jesus ilumina os olhos de nosso coração; ensina-nos a ver tudo na luz de sua verdade e de sua compaixão por todos os homens” (CIC, 2715). Maria vive esse ‘olhar a Cristo’ em grau máximo: ensina que contemplar é buscar permanecer livre para amar, certos de que, em todos os momentos e situações da vida, Deus nos guia com seu amor benevolente.

Fontes:

BÍBLIA
Sagrada Ave-Maria. 57 ed. São Paulo: Ave Maria, 2005.

CATECISMO da Igreja Católica (CIC). São Paulo: Vozes; Paulinas; Loyola; Ave-Maria, 1993.

Seu irmão e servidor em Cristo,
Leonardo Meira

e-mail: leonardonmeira@gmail.com

08 agosto 2008

Cristo se recusa a pertencer ao passado

Cristo se recusa a pertencer ao passado.

Ele quer ser mais do que uma sombra, saída de uma parábola de dois mil anos atrás. Quer ser nosso contemporâneo. Quer continuar vivendo en sua Igreja. O que antes Ele fez em sua própria figura, Ele quer repetir até o fim dos tempos em todos aqueles que trazem o seu nome e se nutrem com seu santíssimo orpor e sangue. Ele quer romper os limites de sua existência histórica a fim de, por amor a seu Pai, buscar sempre de novo, inclusive nos dias de hoje, seu rebanho perdido.

Por isso, o Redentor pede de vocês e de mim que lhe emprestemos uma figura viva, para que ele possa novamente ir pelo mundo, como o bom samaritano, o pai do filho pródigo, como o amigo dos publicanos e pecadores, como o bom pastor e como o protetor dos oprimidos.


Meditação do mês de agosto, tirada do livro Um mendigo de Deus

05 agosto 2008

Porquês e mentiras...

Hoje me coloquei a indagar sobre o porquê. Não, não é loucura da minha cabeça: iniciei uma série de pensamentos buscando investigar ou, ao menos, apontar algumas possíveis causas e raízes de nossa busca frenética de porquês justificáveis para tudo.

Cheguei à conclusão de que o mal não está no porquê em si. O problema se encontra em pensarmos que o porquê está, necessariamente, vinculado à idéias que lastreiem uma ideologia racionalista baseada em uma concepção hiper-hedônica de mundo. Isso faz com que se percebam as coisas, pessoas e momentos como relativos e focos/fontes de prazeres momentâneos.

Isto quer dizer que, muitas vezes, a nossa busca de porquês, em verdade, se configura mais como uma busca de justificativas ditas razoáveis para proveito pessoal a partir de determinada situação. Exemplo super recente e escrachado dessa lógica é a questão das pesquisas com células-tronco embrionárias: mesmo que entre todas os estudos já feitos até hoje com células-tronco as adultas estejam com um placar de mais de 70 resultados positivos contra 0 das embrionárias, uma considerável ala de cientistas e outros pseudoiluminados arquitetaram uma série de discursos que, travestidos de serem os porquês de a pesquisa poder se colocar como cientificamente relevante e moralmente legítima, apenas buscavam colocar interesses escusos e outros como porquês objetivos de alguma coisa, transformando a essência da vida humana em um mero 'aglomerado' de células.


Finalizando os pensamentos, parece que muitas vezes a ânsia da busca de um porquê, enqüanto travestida como estratégia de justificativa de certas ações, está intimamente relacionada à ainda mais fatigante busca por dar razões a mentiras e afirmar o errado como certo. Deixam de existir porquês objetivos e uma busca sincera por eles: o que se deseja são motivações temporárias que se encaixem em situações específicas, do modo que convier.

Aqui se encontra o perigo. E, então, o porquê se torna bode expiatório de diversas táticas de mentira e engano. Fica a frase de Madre Teresa, a fim de ilustrar a única ação que é causa e, ao mesmo tempo, produto de si mesma: amar, amar e amar. O porquê de amar não possui motivações a não ser ele mesmo - e então fica bem mais fácil de entender o que é mentiroso: toda e qualquer busca que não tenha no seu princípio a vontade extasiante de envolver-se e derramar-se em um amor smepre novo, sempre pronto, nunca relativo ou hedonista:

'Não ame pela beleza, pois um dia ela acaba.
Não ame por admiração, pois um dia você se decepciona.
AME APENAS... pois o tempo nunca pode acabar com um amor sem explicação'
(Madre Teresa de Calcutá)


Seu irmão,
LEONARDO MEIRA

03 agosto 2008

Retiro - Agosto de 2008

É na intimidade dos corações que o conhecimento mútuo se solidifica cada vez mais. Segue Retiro do mês de agosto proposto pelo Movimento Regnum Christi - 'Amar a Cristo, Servir aos homens, Edificar a Igreja'.

Um grande abraço, Deus abençoe e ótimo Retiro!

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MÉXICO | VIDA ESPIRITUAL | ESPIRITUALIDAD
San Pablo, apóstol y misionero

Ofrecemos a continuación el retiro predicado por el P. David Owen, L.C.


Te recomendamos leer antes las sugerencias para el retiro,

proporcionadas por el CEFID.


Se ofrecen dos meditaciones para este retiro. A continuación

puedes escucharlas o descargarlas.

1. Meditación: ¿ Qué implica ser apóstol y misionero?
2. Meditación: ¿Cómo llegar a ser apóstol y misionero al estilo de san Pablo?
3. Cuestionario


Domingo - 'Seu coração moveu-se de compaixão...'

Mt 14, 13-21



Naquele tempo, quando soube da morte de João Batista, Jesus partiu dali numa barca para se retirar a um lugar deserto, mas o povo soube e a multidão das cidades o seguiu a pé. Quando desembarcou, vendo Jesus essa numerosa multidão, moveu-se de compaixão para ela e curou seus doentes. Caía a tarde. Agrupados em volta dele, os discípulos disseram-lhe: Este lugar é deserto e a hora é avançada. Despede esta gente para que vá comprar víveres na aldeia.

Jesus, porém, respondeu: Não é necessário: dai-lhe vós mesmos de comer. Mas, disseram eles, nós não temos aqui mais que cinco pães e dois peixes. Trazei-mos, disse-lhes ele. Mandou, então, a multidão assentar-se na relva, tomou os cinco pães e os dois peixes e, elevando os olhos ao céu, abençoou-os. Partindo em seguida os pães, deu-os aos seus discípulos, que os distribuíram ao povo.

Todos comeram e ficaram fartos, e, dos pedaços que sobraram, recolheram doze cestos cheios. Ora, os convivas foram aproximadamente cinco mil homens, sem contar as mulheres e crianças.